Miguezim de Princesa


22/10/2009


CALÇOLA RENDA MINHA

 

Miguezim de Princesa

 

I

Na minha terra antigamente

Calcinha não havia, não.

Mulher que usava calcinha

Vivia na depravação.

Mas, com o passar do tempo,

Aprovaram o calçolão.

 

II

As mulheres se vestiam

Com imenso calçolão,

Feito de saco de milho

Ou de pano de algodão,

Amarrado na cintura

Com uma carreira de botão.

 

III

Por cima do calçolão,

Uma anágua duma cor só,

Um vestidão bom de chita

Que cobria o mocotó

E um cabelão comprido,

Amarrado num cocó.

 

IV

Na hora do vamos ver,

Era o maior fogoió:

Apagava o candeeiro,

Que se chamava fifó,

E o negócio era feito

No buraco do lençol.

 

V

Mas aí mudou a moda

(Costumes da capital),

Minissaia mostrou as coxas,

Provocou um vendaval;

Surgiu o cordão cheiroso,

Que se chama fio-dental.

 

VI

De tudo eu já vi no mundo:

Padre pegar criancinha,

Político cumprir promessa,

Lula rejeitar branquinha,

Mas ainda não tinha visto

Um senador de calcinha.

 

VII

Suplicy pegou um livro

Com o texto do Renda Minha,

Quando a Sabrina Sato

Apareceu com a calcinha,

Toda enfeitada de renda

E numa parte furadinha.

 

VIII

Ele não contou conversa,

Vestiu e saiu andando

E a Sabrina por trás,

Iludindo e incentivando,

Que doido com incentivo

Quando embeiça, cai matando.

 

IX

Suplicy pirou de vez,

Se sentindo escanteado,

Resolveu aparecer,

Não foi bom o resultado,

Melhor seria desfilar

Com um jerimum pendurado.

 

X

E para 2010

Eu sugiro esta parada:

Nem Dilma, nem José Serra

(Com sua cabeça raspada);

A campanha é Renda Minha:

O Suplicy de calcinha

E a Sabrina pelada!

 

 

 

Escrito por mlucenafilho às 23h21
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21/10/2009


CORDEL DA DILMA É UM SUCESSO

Coluna  do

Augusto Nunes

Revista VEJA

 

 

SEÇÃO » Direto ao Ponto

 

O cordel da Dilma é um sucesso

20 de outubro de 2009

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COMENTÁRIOS (38)

Leitores da coluna sugeriram a publicação, na íntegra, do cordel Um PAC com a Dilma, criado por Miguelzim de Princesa, um craque do Cariri. Ótima ideia. Confiram os versos: 

I
Quando vi Dilma Rousseff sair na televisão,
com o rosto renovado após uma operação,
senti que o poder transforma: avestruz vira pavão.
II
De repente ela virou
namorada do Brasil:
os políticos, quando a veem,
começam a soltar psiu
pensando em 2010
e em bilhões que ela pariu.
III
A mulher que era emburrada
anda agora sorridente,
acenando para o povo,
alegre, mostrando o dente.
E os baba-ovos gritando:
“É Dilma pra presidente!”
IV
Mas eu sei que o olho grande
está mesmo é nos bilhões
que Lula botou no PAC,
pensando nas eleições,
e mandou Dilma gastar
sobretudo nos grotões.
V
Senadores garanhões
sedutores de donzelas
e deputados gulosos
caçadores de gazelas
enjoaram das modelos:
só querem casar com ela.
VI
Também quero uma lasquinha,
um pedaço de poder,
quero olhar nos olhos dela
e, ternamente, dizer
que mais bonita que ela
mulher nenhuma há de ser.
VII
Eu já vi um deputado
dizendo no Cariri
que Dilma é linda e charmosa,
igual não existe aqui,
e é capaz de ser mais bela
que a Angelina Jolie.
VIII-
Diz que pisa devagar,
que tem jeito angelical
nunca gritou com ninguém
nem fez assédio moral,
nem correu atrás de gente
com um pedaço de pau…
IX
Dilma superpoderosa:
8 bilhões pra gastar
do jeito que ela quiser,
da forma que ela mandar!
(Sem contar com o milhão
do cofre do Adhemar).
X
Estou com ela e não abro:
viro abridor de cancela,
topo matar jararaca,
apago fogo em goela
para no ano vindouro…
fazer…um PAC com ela.

Tags: Cariri, cordel, Dilma Rousseff, Miguelzim da Princesa, PAC

Escrito por mlucenafilho às 18h50
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