A Paraíba sempre foi muito injusta com os seus talentos de um modo geral, seja na musica, na dança, na literatura, no esporte ou em quaisquer das atividades humanas. O exemplo clássico desse desprezo e abandono ocorreu com o grande Augusto dos Anjos, que nos deixou e foi para Minas Gerais, jurando jamais retornar aqui, como de fato aconteceu. Se o paraibano quiser vencer na vida, terá que obrigatoriamente que migrar para outros Estados da Federação, ou o mais terrível, MORRER e ai sim, o floreio e a festa serão grandes. Neste espaço hoje vamos falar dos poetas, (artistas), pois sobre eles, Ezra Pound já o disse: “São as antenas da raça”. Vamos falar dessa poesia matuta e de rara beleza, feita por alguns privilegiados que gozam dessa veia poética cabocla, cujos versos encantam a todos, já que têm cheiro da terra e do suor do homem do campo.
OS ESQUECIDOS POETAS PARAIBANOS II
Vamos citar apenas três deles: Primeiramente Jessier Quirino, o mais conhecido, pelas suas apresentações publicas, misturadas com muita musica e piadas, um verdadeiro craque da rima, motivo de orgulho para todos nós. Além de Jessier, temos ainda os não menos talentosos, Miguezim de Princesa, irmão do nosso amigo Tião Lucena e Vavá da Luz, da nossa velha e querida Ingá de Bacamarte. Miguezim de Princesa, com as suas poesias, hoje nacionalmente conhecidas, trabalha como delegado de polícia na Capital Federal, já Vavá, nunca deixou a sua querida terra natal e sonha com a publicação de suas poesias. Se nossas autoridades desejam fazer algo por esses poetas, que façam em vida, que façam agora, pois os três merecem e merecem muito. De nossa parte, passaremos - como já faz Tião no seu espaço - a publicar no nosso blog, as poesias dos três. Oportunamente falaremos dos nossos também esquecidos músicos.




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