Miguezim de Princesa


26/10/2009


 
OS ESQUECIDOS POETAS PARAIBANOS
Pedro Marinho

A Paraíba sempre foi muito injusta com os seus talentos de um modo geral, seja na musica, na dança, na literatura, no esporte ou em quaisquer das atividades humanas. O exemplo clássico desse desprezo e abandono ocorreu com o grande Augusto dos Anjos, que nos deixou e foi para Minas Gerais, jurando jamais retornar aqui, como de fato aconteceu. Se o paraibano quiser vencer na vida, terá que obrigatoriamente que migrar para outros Estados da Federação, ou o mais terrível, MORRER e ai sim, o floreio e a festa serão grandes. Neste espaço hoje vamos falar dos poetas, (artistas), pois sobre eles, Ezra Pound já o disse: “São as antenas da raça”. Vamos falar dessa poesia matuta e de rara beleza, feita por alguns privilegiados que gozam dessa veia poética cabocla, cujos versos encantam a todos, já que têm cheiro da terra e do suor do homem do campo.

OS ESQUECIDOS POETAS PARAIBANOS II

Vamos citar apenas três deles: Primeiramente Jessier Quirino, o mais conhecido, pelas suas apresentações publicas, misturadas com muita musica e piadas, um verdadeiro craque da rima, motivo de orgulho para todos nós. Além de Jessier, temos ainda os não menos talentosos, Miguezim de Princesa, irmão do nosso amigo Tião Lucena e Vavá da Luz, da nossa velha e querida Ingá de Bacamarte. Miguezim de Princesa, com as suas poesias, hoje nacionalmente conhecidas, trabalha como delegado de polícia na Capital Federal, já Vavá, nunca deixou a sua querida terra natal e sonha com a publicação de suas poesias. Se nossas autoridades desejam fazer algo por esses poetas, que façam em vida, que façam agora, pois os três merecem e merecem muito. De nossa parte, passaremos - como já faz Tião no seu espaço - a publicar no nosso blog, as poesias dos três. Oportunamente falaremos dos nossos também esquecidos músicos.

 Pedro M. Marinho Advogado, membro da API - Associação Paraibana de Imprensa, número da carteira 206, de agosto de 1970. É autor do livro biográfico: Joaquim Pereira, Maestro da Orquestra Sinfonica da Paraíba". Recebeu as Comendas "Jorge Teixeira de Oliveira",... Saiba mais
 

Escrito por Miguezim às 11h57
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GRANDE SEBASTO, VALEU O BOI

 

Vereador Sebasto, de Princesa

 

Eu tinha 10 anos quando Sebasto pegou uns trocados com o velho Migué Fotogra e comprou um boi.

Homem trabalhador, Sebasto, meu cunhado, casado com Nininha, transformou um boi numa boiada.

Criou os filhos com dedicação. Perdeu Robertinho ainda criancinha, com 8 anos, de leucemia, mas não esmoreceu e soube dar régua e compasso a Dal e Júnior. Já passado dos 40, veio Raquel Emília, uma homenagem a Dona Emília, a sogra que tanto admirava. A garota encheu de brilho e esperança a vida da família.

Filho de gente humilde, Sebasto venceu em todos os quesitos. Fez de um boi uma boiada, construiu uma família unida, ingressou e permaneceu no mundo da Política, no qual só os bem nascidos sobrevivem.

Agora, de repente, já à boca da noite, recebo a notícia da trágica morte de Sebasto, em acidente automobilístico na estrada que liga São José a Princesa, no sertão da Paraíba.

Fico aqui com imensa dor e saudade, sem poder me despedir do velho amigo e companheiro, pois nem voo encontrei mais.

Despeço-me com palavras, para alcançar o espírito dele em  pleno voo para o infinito, pois ele sabe que sempre estaremos juntos na alma.

Que fique como última lembrança aquela caminhada de 33 anos atrás, três pessoas - eu, Sebasto e Carlinhos - para tanger  no caminho do Cedro um boizinho que se transformou numa boiada.

Valeu o boi, amigo!

Escrito por mlucenafilho às 11h45
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